terça-feira, 28 de julho de 2009

Nouvelle Vague: uma câmera na mão e uma idéia na cabeça.


O cinema novo francês – nova onda – completa 50 anos. Para comemorar a data a Sala Redenção – Cinema Universitário, em parceria com a Aliança Francesa de Porto Alegre, oferece, com uma curadoria conjunta, durante o mês de julho um ciclo com filmes de diretores que participaram ativamente do movimento nouvelle vague, que deu uma nova face para o cinema mundial. Aliás, este é apenas um dos motivos para dedicar o mês de julho ao cinema francês, pois o impacto da queda da Bastilha, comemorada no último dia 14, ainda é forte no inconsciente coletivo – já que os lemas liberté, égalité, fraternité tornaram-se quase universais, influenciando decisivamente o mundo ocidental.
E hoje (28), às 16 horas, a mostra apresenta A Chinesa, obra-prima do movimento, de JeanLuc Godard. Godard foi um dos maiores nomes da Nouvelle Vague.


La Chinoise
França - 1967
Duração: 96min
Direção: JeanLuc Godard
Entrada Franca

Paris, Verão de 1967. Alguns tentavam aplicar os princípios que romperam com a burguesia da URSS e dos partidos comunistas ocidentais em nome de Mao Tse Tung. Imersos no pensamento de Mao e em literatura comunista, um grupo de estudantes franceses começa a questionar a sua posição no mundo e as possibilidades de o mudar, mesmo que isso signifique considerar o terrorismo como uma via possível. Em A Chinesa, por exemplo, muitos tentam ver no filme um pastiche ou a glorificação dos personagens marxistas-leninistas que se enfurnam durante as férias num apartamento burguês para aprender a fazer a revolução maoísta na França. Caso notório de tentar ressignificar conteúdos ao invés de tentar ver o que lá está: os personagens de A Chinesa, jovens em processo de encontrar seu lugar no mundo, tateiam no escuro à procura de verdades, mas o que Godard filma é justamente a verdade dessa procura. Intrigante obra-prima.Sala da

Local: Sala da Redenção, Cinema Universitário - UFRGS, Osvaldo Aranha.

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